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Conclusoes

Page history last edited by PBworks 3 yrs ago

Nessa página estaremos apresentando nossas considerações finais, o que descobrimos nesse período, as idéias que permanceram, as que sofreram mudanças, o que encontramos sobre IA, uma síntese sobre o tema dentro da proposta do grupo para a pesquisas.

 

 

Quando iniciamos o trabalho sobre inteligência artificial confesso que não imaginava que tomasse essa dimensão. Nas pesquisas que realizamos pude perceber que a I.A. ramifica-se em muitas e diversas áreas, além de gerar discordâncias conceituais e éticas. A primeira dificuldade que encontrei foi na definição exata do termo inteligência artificial. Afinal o que é inteligência? Durante a realização das pesquisas iniciais comecei a refletir sobre o conceito, quando percebi que o conceito de inteligência artificial parecia coincidir em muitos casos com o que considerava até então vida artificial. Debatendo com os colegas e com o professor cheguei a conclusão que não há um consenso entre o que seja exatamente cada um dos conceitos. Cada pesquisador da área adota o conceito que mais lhe convém.

Para ilustrar melhor em que ponto o trabalho chegou e para justificar porque na minha opinião continuará, gostaria de citar um trecho da carta para as gerações futuras "The life is hard" de Ilya Prigogini: "As recentes ciências da complexidade negam o determinismo; insistem na criatividade em todos os níveis da natureza. O futuro não é dado. O grande historiador francês Fernand Brandel escreveu: "Eventos são poeira". Isso é verdade? O que é um evento? Uma analogia com "bifurcações", estudadas na física do não equilíbrio, surge imediatamente. Essas bifurcações aparecem em pontos especiais nos quais a trajetória seguida por um sistema se subdivide em "ramos". Todos os ramos são possíveis, mas só um deles será seguido. No geral não se vê apenas uma bifurcação. Elas tendem a surgir em sucessão. Isso significa que até mesmo nas ciências fundamentais há um elemento temporal, narrativo, e isso constitui o "fim da certeza", o título do meu último livro. O mundo está em construção, e todos podemos participar dela". (PRIGOGINI)

Sei que o "trecho" foi bastante extenso, mas teria que escrever dez vezes mais para que o contexto fosse compreendido.

Como citei acima, este trecho ilustra minha conclusão sobre nosso PA no seguinte sentido. Analisando nossas dúvidas temporárias, avanços da IA, as linhas de pesquisa, até onde a máquina aproxima-se do ser humano, se a IA precisará do ser humano para se desenvolver, contribuições para o ser humano, como e para quê surgiu, conclui que ao buscar respostar para determinada questão, sempre encontrava algo que estava relacionado a outra. Bifurcações, ramos que em determinado ponto se encontram. Provavelmente vocês perceberão isso ao ler os textos citados nos links que compões as dúvidas temporárias. Não encontrei um único texto que se relacionasse a apenas uma dúvida. Considero que a grande maioria poderia dos links poderiam ser incluídos em todas as dúvidas. O tema envolve também uma grande discussão ética e filosófica. Não sabemos, em minha opinião, até onde o próprio ser humano pode chegar, portanto considero muito complexo, para não dizer impossível, responder se a máquina poderá igualar-se a ele ou substituí-lo. Provavelmente em alguns aspectos o ultrapasse, em outros não. Em relação aos avanços, pesquisamos e conhecemos alguns, entretanto todos os dias outros acontecem. Lembrem: “O mundo está em construção, e todos podemos participar dela”. (PRIGOGINI) Maria Ivete

Dando continuidade ao que a Maria Ivete já colocou, muitas das conclusões apresentadas também são as minhas, não por comodidade de não fazer acréscimos, mas por acreditar que a inteligência artificial é um ramo no qual muitos interesses estão em jogo e por conta disso a construção se dá de acordo com os objetivos de quem financia pesquisas, dos interesses das instituições, pesquisadores e todos os envolvidos. A IA é usada desde demonstrações matemáticas (que não são aceitas por toda a comunidade de pesquisa dessa área), para criar máquinas capazes de vencer o homem em jogos de xadrez, como robôs que exploram o espaço ou interior de oceanos, porém quando se pensa em máquinas que possam sentir e com isso se aproximando do homem como ocorrem nos filmes o Homem Bicentenário e I.A. Inteligência Artificial, assusta-se a sociedade e se passe a questionar o que caracteriza de fato "ser humano"? Acredito que a IA possibilita refletir sobre a construção do conhecimento, o que é ciência, aspectos da sociologia.

Comments (2)

Anonymous said

at 9:49 pm on Nov 18, 2006

Colegas, iniciei o processo de conclusão, são as que eu cheguei, por isso escrevi na primeira pessoa e citei meu nome. Gostaria que lessem e analisassem se concordam ou não. Se quiserem, podem e devem fazer alterações. Se todos concordarem podemos usar o texto como uma espécie de “texto mãe”.

Anonymous said

at 3:10 pm on Dec 7, 2006

Valeu a iniciativa, estou tentando me localizar. Nilton

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